05/03/2010
Assistidos terão maior representatividade nos Conselhos e Comitês da Fapa
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Segundo conselheiro deliberativo, a divisão serve para buscar a coesão nos órgãos gerenciais da Fapa, garantindo um contingente de aposentados mais integrado e compromissado com a melhoria da gestão da Fundação
A Fapa deu mais um passo importante para garantir a paridade entre ativos e assistidos nos conselhos e comitês da fundação. Isso porque pela primeira vez, os candidatos deverão ser votados pelos seus respectivos grupos. Ou seja, assistidos votam entre si, assim como os participantes ativos.
“O Estatuto da Fapa, foi reformulado e aprovado em agosto de 2008. No entanto, as eleições daquele ano haviam sido realizadas em junho, portanto essa será a primeira vez que os assistidos poderão eleger seus representantes entre o próprio grupo, assim como os ativos,” diz a assistente financeira da Fapa e membro da Comissão Eleitoral, Patrícia Juraski.
De acordo com ela, a sugestão partiu da Associação dos Aposentados do Instituto Emater (Aaper) e de alguns conselheiros, que adotaram a idéia. “Os aposentados que compunham o Conselho Deliberativo, por exemplo, eram sempre indicados pela patrocinadora e dificilmente eram eleitos,” afirma Patrícia.
Para o presidente da Aaper, Sílvio Marques, a mudança é importante por aumentar a representatividade dos aposentados, que ocuparão mais uma vaga em cada Conselho e Comitê. “Os aposentados são a parte mais fraca do processo, é uma forma de participar mais e estar próximo da Fundação”.
Já para o conselheiro deliberativo, Carlos Rodolfo V. Kruger, um dos incentivadores da idéia, a divisão serve para buscar a coesão nos órgãos gerenciais da Fapa, garantindo assim, que o contingente de aposentados esteja “integrado e compromissado com a melhoria da gestão da Fundação.” Segundo ele, que atualmente é o único membro aposentado do CD, é necessário, que os candidatos se atentem ao fato de que o cargo que ocuparão pertence a uma categoria a ser representada, sendo essencial à sintonia e o comprometimento com ela.
“O eleito ou indicado é o representante para os assuntos de previdência – e ser representante é coisa séria. Participar, aceitar cargos, é uma missão, um dever. Achar desculpas, é omissão. A maioria deveria estar interessada, acompanhar e ver de perto. Assim, os escolhidos se sentiriam apoiados, receberiam subsídios, e os contatos e as reuniões se tornariam mais frequentes e com presença expressiva,” alerta.
Para ele, ser conselheiro ou membro de algum dos comitês, é ter uma atitude nobre, por utilizar a capacidade e a vivência em proveito do interesse coletivo. “Seria um desperdício deixar os anos de preparo e de experiência mofando dentro de casa, na frente da TV ou só no clube e nos papos com os conhecidos,” ressalta.
E para o aposentado são várias as prerrogativas que facilitariam a participação nos Conselhos e Comitês, conforme enumera Kruger. “O aposentado tem mais independência para falar, agir e votar, autonomia no uso do tempo; já se libertou do trauma de ser e se manter empregado, do artificialismo dos relacionamentos que muitos usam para agradar, conquistar avanços, manter estratégias e precauções, imaginar quem será seu chefe e seu governo amanhã,” diz.
A sugestão do experiente conselheiro para os que estão por vir, principalmente os que representarão os aposentados é simples. “Após a eleição e indicações, seria interessante que os aposentados em reunião apontassem suas prioridades e estabelecessem propostas, estratégias e cronogramas para troca de informações com os ocupantes dos cargos. A partir daí é só se dedicar e se aprofundar neste desafiador mundo da previdência, aplicações financeiras, cálculos atuariais, etc.”
E para os que ainda tem dúvidas de que existam benefícios ao participar dos conselhos e comitês, Kruger tem vários argumentos, como: o convívio com funcionários da Fapa que tem visões e pensamentos diferentes, o convívio com empresas de consultoria, a participação em cursos, palestras e eventos, o domínio de novas ferramentas informatizadas, entre vários outros. “É um intercambio que acaba gerando satisfação pessoal e especialmente utilidade para a FAPA,” conclui.
PARTICIPAÇÃO – De acordo com um levantamento da Fapa, de 1981 a 2010, 35 dos participantes já aposentados participaram dos conselhos ou comitês. Somente nove desses, participaram já na condição de assistido.
PRAZOS - A Fapa lembra que o prazo para se candidatar aos Conselhos e Comitês termina na próxima sexta-feira (12), portanto os interessados devem se apressar para realizar a inscrição. É necessário que candidato preencha o formulário disponível na página da Fapa e entregue assinado na sede da fundação até o dia 12 de março ás 17 horas. A homologação das candidaturas será no dia 05 de abril.