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Previdência complementar acumula R$ 808 bilhões em ativos neste ano 05/10/2017

Previdência complementar acumula R$ 808 bilhões em ativos neste ano

As entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) obtiveram uma rentabilidade média de 4,24% no primeiro semestre do ano, acumulando R$ 808 bilhões em ativos no final de junho, ou 12,7% do PIB. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP).

— Apesar de alguns problemas em gestão de alguns fundos, o sistema está sólido e está pagando em dia, nível de solvência alto. Há um estudo da FGV, que aponta que podemos atender 15 milhões de pessoas em um curto espaço de tempo. Temos um potencial de crescimento grande —, disse Luis Ricardo Martins, presidente da ABRAPP, informando que o sistema hoje atende a 720 mil aposentados e paga R$ 42 bilhões em benefícios por ano.
De acordo com a entidade, o valor médio mensal da aposentadoria pagas pelas empresas do setor foi de R$ 5.137 entre janeiro e junho. A média das aposentadorias por invalidez foi de R$ 2.091, enquanto que o valor das pensões ficou em R$ 2.443, na média. O total de participantes ativos dos fundos fechados de previdência no país hoje supera 2,5 milhões de pessoas, enquanto o número de dependentes fica acima de 3,9 milhões de pessoas.

— As pessoas estão preocupadas com a Reforma da Previdência, em ter que trabalhar mais e isso as têm levado ao sistema. Prova disso é que no primeiro semestre de 2016, as adesões por mês somaram 400 planos de previdência. No segundo semestre esse número passou para 600 adesões/ mês e na semana passada a média mensal foi de 770. Como disse, temos um potencial grande de crescimento no Brasil. Representamos somente 13% do PIB, enquanto os Estados Unidos, por exemplo, é quase 90% —, disse Martins.


Martins disse, ainda, que com a queda da taxa Selic, o segmento poderá perder rentabilidade caso os fundos se mantenham conservadores nas aplicações financeiras.

— O gestor terá que ser mais arrojado, para bater a sua meta atuarial. Correr mais risco, aplicar em fundos multimercados, renda variável. Será um exercício para não aumentar o valor da contribuição —, ressaltou.

Pelos dados da ABRAPP, em junho deste ano, 74,1% dos recursos estavam alocados em renda fixa, ou R$ 571,23 bilhões, sendo que a maior parte dos investimentos era em títulos públicos, 17,7%. Há sete anos, os recursos aplicados em renda fixa era de 59,8% dos ativos administrados, algo em torno de R$ 321,9 bilhões. Já as aplicações em renda variável somaram ao final do primeiro semestre deste ano R$ 130,57 bilhões, 16,9% do total de ativos.

Fonte: O Globo

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